terça-feira, 16 de março de 2010

PROJETO DE MANIFESTAÇÕES FLOCLÓRICAS

PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR – GESTAR II
VANUSA MARTINS DA SILVA
MARICÉLIA OLIVEIRA SOUSA SILVA






A IMPORTÂNCIA DAS MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS E CULTURAIS NO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL










PAULO RAMOS
2010
VANUSA MARTINS DA SILVA
MARICÉLIA OLIVEIRA SOUSA SILVA









A IMPORTÂNCIA DAS MANIFESTAÇÕES FOLCLÓRICAS E CULTURAIS NO DESENVOLVIMENTO EDUCACIONAL








PAULO RAMOS
2010
Justificativa
Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem às festas populares, que ocorrem por todo o país.
As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido à vida e ao mundo.
O termo "Folclore" (folk=povo; lore=saber) foi proposto pela primeira vez pelo antropólogo inglês Willian John Thomas, em 22 de agosto de 1846, quando sugeriu, em artigo publicado numa revista inglesa, que fosse dado o nome de Folk-lore a tudo aquilo que abrangesse as "antiguidades populares", solicitando cooperação para o levantamento de dados sobre os "usos e costumes tradicionais" do povo. Decorreram vários anos para que a proposta formulada por Thomas fosse aceita e somente em 1878, ao ser fundada a Sociedade de Folclore em Londres, foi finalmente confirmada à designação Folk-lore. O dia 22 de agosto passou a ser considerado o dia do folclore porque foi à data em que a palavra foi publicada pela primeira vez, na Inglaterra.
Como se pode perceber, o folclore é considerado como expressão do povo, faz parte de sua riqueza cultural e assim está inserido no patrimônio cultural. Como tal está inserido em nosso direito como um bem protegido, daí a tamanha importância que lhe é concedida.
Nesse sentido o Projeto Folclore deve contar com um acervo de livros, fotos exposição no site da cidade de Paulo Ramos, com viabilidade de expor além da comunidade escolar, ir até a sociedade para também documentar esse registro cultural, que é o folclore.
O material adquirido ao longo dos anos, apesar de suas limitações, colabora com a comunidade, disponibilizando seu material para escolas, centros culturais da região, exposições e contribui didaticamente nas pesquisas e no ensino de professores e alunos da comunidade acadêmica.
Em sintonia com o que é recomendado pela UNESO e pela Carta do Folclore Brasileiro quanto à sua salvaguarda, pretende utilizar todas as formas possíveis de interagir efetivamente (aluno, escola e comunidade) para sua prevenção, indo mesmo além das formas recomendadas, aproveitando oportunidades pontuais da ação.

Ações a serem desenvolvidas:
Os “Encontros com o folclore” estabelecem diálogo entre academia, à comunidade e os grupos populares, através de ritos das festas populares vivenciam uma experiência sensorial, utilizando a literatura oral, meio popular e tradicional de transmissão de conhecimento.
A mostra de fotos visa estimular e promover a produção de imagens, cujo crescimento tem sido substancial da cultura popular, pois é de fácil circulação, podendo ser usado em eventos diversos em todo o Brasil.
Além de enriquecer o acervo histórico de centros de pesquisas, serve como memória visual para as comunidades pesquisadas e também como instrumento de preservação de suas tradições. Pesquisas de campo, além de servir de curadoria para os eventos da Unidade Integrada José Joaquim de Araújo, coloca o projeto direto com os grupos em seu meio social.
Essa prática é fundamental para a manutenção das relações interativas, além de ser um método eficaz de levantamento de dados. Os conhecimentos “in loco” dos fatores imprescindíveis para realização dos ritos é fundamental para recepção dos grupos no evento da Unidade Integrada José Joaquim de Araújo.
O Projeto de introdução ao folclore é direcionado a educadores e alunos do ensino básico e fundamental e visa orientar em diferentes áreas para os estudos teóricos e práticos do folclore, suprindo uma lacuna existente na área, colaborando na sua ação pedagógica e formando agentes multiplicadores.
Os eventos de cunho científico objetivam investigações e discussões acadêmicas, que através de seminários, mesas e congressos, geram troca de conhecimento, parcerias para novas pesquisas, eventos variados, elaboração de projetos e leis para salvaguardar o folclore e matérias didáticas para promoção do conhecimento da cultura popular.
Através do site da cidade podemos globalizar as informações e mantê-las atualizadas, anunciando eventos diversos ligados à cultura popular, criando salas de diálogos e de troca de conhecimentos, fornecendo contatos de grupos, pesquisadores links para instituições ligadas ao assunto.















Identificação
Unidade Integrada José Joaquim de Araújo
Avenida Eloi Silva, s/n –
Bairro: Francisco Gonçalves Rolins.
Estudam nessa escola 434 alunos, sendo 231 de 1ª a 4ª série e 218 de 5ª a 8ª. E trabalham neste estabelecimento de ensino 22 professores. Este projeto tem como tema: “Manifestações Folclóricas no Município de Paulo Ramos”.


















Objetivo Geral
Valorizar a cultura popular, reconhecendo e divulgando a importância do folclore regional.
Objetivos Específicos
- Fomentar nos educadores o interesse e a participação em manifestações folclóricas na escola;
- Fazer um resgate das danças, músicas, contos, lendas, estórias e músicas folclóricas;
- Desenvolver a expressão oral e escrita dos alunos, através de diferentes tipos folclóricos, incluindo textos em especial.
- Favorecer o desenvolvimento da autonomia e de atividades criativas no âmbito escolar.












Desenvolvimento
A importância do folclore vai além de ser o conjunto de nossas mais expressivas manifestações culturais e traduz a história de nossa gente. O folclore constitui-se em ser um dos nossos mais ricos patrimônios, de maneira que deve ter a atenção do poder público e da coletividade para que seja preservado, cultuado e respeitado, bem como deve ser protegido judicialmente se preciso.
Razão pela qual o público a ser trabalhado serem alunos de 5ª e 8ª séries, pois os mesmo precisam compreender a cultura popular, e nada mais lógico que começar pelo próprio meio onde estes estão inseridos, o município de Paulo Ramos.
Para tanto faremos a abordagem pedagógica da seguinte forma:
Leitura de Cordel:
Apresentar aos alunos folhetos de literatura de cordel e fazer a leitura em grupos ou alteradas. Pesquisar a origem e aspectos históricos da literatura de cordel, incluindo um levantamento dos temas utilizados pelo cordelistas, e discutir a forma como se apresentam utilizando sites sobre cordéis.
Propor aos alunos que expressem um tema livre na forma de versos, e organizar a turma em equipes para a elaboração de folhetos de cordel sobre cada tema escolhido.
Iniciar os folhetos relativos a cada tema, elaborar as capas dos folhetos, tentando manter o mesmo padrão artístico da literatura de cordel, a xilogravura.
Fazer exposições de todo o material confeccionado, incluindo comidas típicas e tradicionais do nordeste, momento em que haverá também a degustação das mesmas, para finalizar, dois alunos vestidos de repentistas subirão no palco para imitar os cantores de repente.

Produção Textual
- Produção de textos escritos
- Criação de textos práticos (bilhetes, convites, cartões e etc)
- Criação de textos narrativos (fábulas, etc.)
- Dramatização (de fábulas)
Musicas e danças populares
- Paródia em forma de rimas caracterizando músicas e danças populares e suas denominações envolvendo a arte da música como um instrumento importante e indispensável para o ego espiritual da humanidade.
Ervas medicinais
- Pesquisas sobre as ervas medicinais
- Apresentação de tema em sala de aula
- O uso terapêutico das ervas medicinais
- A importância dessas ervas
- Debates sobre receitas caseiras e o uso de ervas na mesma









CONSIDERAÇÕES FINAIS
O saber folclórico que aprendemos informalmente é passado de geração para geração, somos uma nação gigantesca que recebeu vários povos vindos de várias partes do mundo, os quais deixaram aqui não apenas riquezas matérias mais um legado cultural. Nesse sentido um país com tantas diversidades como o Brasil não pode de maneira alguma deixar morrer uma riqueza como o folclore e a cultura. É óbvio que ao longo dos anos as mudanças ocorrem, mas isso não é razão para esquecermos os nossos alicerces culturais, que nos foram passados com tanto amor e respeito.
Diante disso, é impossível falar de educação sem antes integrarmos a questão cultural tendo em vista que ambas estão intimamente interligadas, pois o ser humano é um ser por natureza cultural, independente de religião, cor de pele ou condição financeira. Alunos, pais, professores e colaboradores da educação, trazem consigo sua bagagem cultual que jamais poderá ser ignorada.
Portanto, a dimensão desse trabalho vai muito além da relação escola-aluno e comunidade, a importância está em remeter mudanças nas bases dos nossos paradigmas de ensino. O desenvolvimento das atividades pedagógicas contribuirá ricamente para a compreensão de cidadania e nacionalidade do aluno. Ao mesmo tempo em que os mesmo poderão entender e respeitar as diversidades lingüísticas e históricas existentes nas regiões brasileiras.
Esperamos que o projeto aqui apresentado contribua para a transformação da realidade educacional da Unidade Integrada José Joaquim de Araújo, e se possível não apenas a essa escola, mas que o mesmo venha expandi-se, para que os alunos, que são o futuro do nosso país, não fiquem alheios a cultura popular e não veja o folclore por óptica preconceituosa e muitas vezes errônea. Voltamos a insistir que o trabalho não seja visto apenas como uma tarefa cumprida dentro do âmbito educacional, mas como uma troca de saberes entre todos aqueles pelo o mesmo se interessar.

Recursos Materiais
QUANTIDADE MATERIAIS
16 Folha de papel 40
16 Folhas de E.V.A
16 Folhas de Isopor
15 Cola isopor
08 Cola branca
25 Bastão de cola quente
16 Folhas de cartolinas
12 Folhas de papel camurça













Referências:
ALMEIDA, Renato - "Vivência e Projeção do Folclore"; Livraria Agir Editora - INL, RJ, 1971.
BELTRÃO, Eliana Santos; GORDILHO, Tereza – 1 ed. – São Paulo: FTD, 2006 – (Coleção novo Dialogo: Língua Portuguesa)
*WWW. Inepac.rj.gov.br/arquivos/medicinapopular
ROCHA, Tião. Roteiro de pesquisa do folclore. Belo Horizonte: CPCD – Centro Popular de Cultura
XAVIER, Marcelo. Mitos: o folclore do Mestre André. Belo Horizonte: Formato Editorial, 1997.


sexta-feira, 12 de março de 2010

Projeto A Linguagem Conativa Presente na Propaganda

PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR – GESTAR II
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DOS ANOS/SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
LÍNGUA PORTUGUESA – ATIVIDADES DE APOIO À APREDIZAGEM
SECRETARIA DA EDUCAÇÃO BÁSICA

Francijúlia Pereira Silva
Francirley Pereira Silva

A LINGUAGEM CONATIVA PRESENTE NA PROPAGANDA









Paulo Ramos/MA
2010
Francijúlia Pereira Silva
Francirley Pereira Silva



A LINGUAGEM CONATIVA PRESENTE NA PROPAGANDA
Projeto apresentado ao Programa Gestão da Aprendizagem Escolar – GESTAR II de Língua Portuguesa, como requisito para obtenção de nota de conclusão do curso.
Professor/tutor Ronnie César Oliveira Silveira







Paulo Ramos/MA
2010

SUMÁRIO
1 IDENTIFICAÇÃO 4
1.1 Tema 4
1.2 Subtema 4
1.3 Cursistas 4
1.4 Módulo 4
1.5 Tutor 4
1.6 Área do conhecimento 4
2 JUSTIFICATIVA 4
3 OBJETIVOS 5
3.1 Geral 5
3.2 Específicos 5
4 MÍDIAS E TECNOLOGIAS A SEREM UTILIZADAS 6
5 METODOLOGIAS 6
6 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES 7
REFERÊNCIAS 8














1- IDENTIFICAÇÃO
1.1- Tema:
A linguagem conativa presente na propaganda
1.2- Subtema:
Como trabalhar a linguagem conativa em sala de aula através da propaganda.
1.3 Cursistas:
Francijúlia Pereira Silva e Francirley Pereira Silva
1.4 Módulo:
Último
1.5 Tutor:
Ronnie César Oliveira Silveira
1.6 Área do Conhecimento:
Linguagens e suas Tecnologias: Língua Portuguesa e Artes.

2 JUSTIFICATIVA
Um dos grandes desafios da educação no mundo contemporâneo é trabalhar a criatividade do aluno numa época cada vez mais impulsionada pela informação, assim como o acesso aos canais de comunicação que, a cada dia, tornam o conhecimento acessível, prático, dinâmico e globalizado.
O conhecimento das mais variadas formas de linguagem, os elementos que a compõe, assim como a contextualização de cada uma das funções (referencial, fática, metalingüística, poética, emotiva ou conativa) levam o aluno a uma possibilidade de leitura das mais diversas formas de linguagem presentes em sua vida, no intuito de formar cidadãos críticos diante do grande acúmulo de informações que são divulgadas.
O presente projeto focará a função conativa ou apelativa, devido ao seu caráter persuasivo e ideológico, tão necessários de discussão na educação atualmente, com o intuito de questionar, analisar, discutir, criar, comentar diferenciadas modalidades de propaganda, suscitando no educando uma visão crítica do objeto analisado. No tocante ao caráter persuasivo e ideológico evidentes na propaganda, assim afirma Koch (2000, p. 20):
O ato de persuadir procura atingir a vontade, o sentimento do(s) interlocutor (es), por meio de argumentos plausíveis ou verossímeis e tem caráter ideológico, subjetivo, temporal, dirigindo-se, pois, a um “auditório particular”.

3 OBJETIVOS
3.1 Geral
 Trabalhar o potencial criativo dos alunos através da criação de propagandas
3.2 Específicos
 Identificar a propaganda como um dos exemplos de função conativa ou apelativa;
 Analisar os aspectos morfossintáticos, semânticos e estilísticos presentes na propaganda;
 Diferenciar a linguagem verbal e não-verbal presentes nos anúncios publicitários;
 Levar o aluno a criar propagandas, incentivando sua capacidade de criação;
 Diferenciar o significante e o significado nos signos lingüísticos presentes nos trabalhos produzidos.
4 MÍDIAS E TECNOLOGIAS A SEREM UTILIZADAS
 TV/VÍDEO:
 Computador conectado à internet;
 Câmera fotográfica;
 Filmadora;
 Mídia impressa: Jornais, revistas;
 DVD;
 Rádio.
5 METODOLOGIAS
1° MOMENTO – Professores e direção discutirão os objetivos do projeto, as áreas disciplinares envolvidas, a participação de possíveis parceiros (TV Escola, emissoras locais, NTE), a disponibilidade dos recursos e o calendário para a realização das ações;
2º MOMENTO – Exposição de diversas propagandas já divulgadas pela mídia, fazendo a ligação com o conteúdo envolvido (linguagem e suas funções, elementos do processo de comunicação), para a construção de elementos de caráter conceitual e sua ligação com a propaganda;
3° MOMENTO – Pesquisa em vários locais da cidade, observando as mais diversas formas de propaganda utilizadas no âmbito local, assim como os diversos canais de comunicação utilizados para divulgá-las e registrando os dados encontrados através das mídias disponíveis (, câmera digital, filmadora, celular);
4° MOMENTO – Realização de oficinas para a produção de diversas formas de propaganda, realizada por profissionais da área;
5º MOMENTO – Análise do material produzido durante as oficinas, levando em conta os aspectos morfossintáticos, semânticos e estilísticos ali presentes;
6º MOMENTO – Exposição do material produzido pelos alunos para toda a comunidade escolar, através de uma MOSTRA, onde toda a produção será socializada através das mais variadas formas de expressão da linguagem conativa (música, teatro, poesia e etc.).

ATIVIDADES MÊS/ANO
FEVEREIRO
2010 MARÇO
2010 ABRIL
2010
Pesquisa Bibliográfica x
Discussão sobre a temática do projeto com a comunidade escolar x
Definição das disciplinas que estarão envolvidas no projeto x
Análise de propagandas veiculadas atualmente na mídia x
Pesquisa sobre as diversas propagandas veiculadas na cidade x x
Oficinas de produção de vídeo x
Exposição e análise do material produzido em sala de aula x
Divulgação do material produzido para a comunidade escolar x
7º MOMENTO – Avaliação das ações realizadas durante a construção do projeto.
6 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES





REFERÊNCIAS
KOCH, I. Argumentação e linguagem. São Paulo: Cortez, 2000.
Módulo TV e Vídeo. Universidade Federal do Maranhão-UFMA. Curso de Formação Continuada em Mídias na Educação. CD-ROM
Programa Gestão da Aprendizagem Escolar. Língua Portuguesa. Linguagem e Cultura (versão do professor).

Enchente de 2009 na cidade de Paulo Ramos

Centro Comercial de Paulo Ramos

Formador de Matemática Arioston


Aula produtiva através de recursos

quinta-feira, 11 de março de 2010

Projeto de Leitura e Produção Textual

PROGRAMA GESTÃO DA APRENDIZAGEM ESCOLAR
GESTAR II
FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES DOS ANOS/SÉRIES DO
ENSINO FUNDAMENTAL- LÍNGUA PORTUGUESA

ROSA NIUDES ARAÚJO DE SOUSA
MARIA DE FÁTIMA CERQUEIRA LIMA PEREIRA


LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL











Paulo Ramos- MA
2010
ROSA NIUDES ARAÚJO DE SOUSA
MARIA DE FÁTIMA CERQUEIRA LIMA PEREIRA





LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL













Paulo Ramos- MA
2010
1. Problema:
Qual a importância da leitura e da escrita no desenvolvimento de habilidades e na promoção a interação social?

2. Objetivos:

2.1 Objetivo Geral:
• Estimular o prazer pela leitura, considerando a interdisciplinaridade e a atuação de toda a escola nesse processo.

2.2 Objetivos Específicos:

• Ampliar o repertório de histórias conhecidas;
• Familiarizar-se com as histórias;
• Relacionar textos e ilustração, manifestando sentimentos, experiências, idéias e opiniões, definindo preferência e construindo critérios próprios para selecionar o que vão ler.
• Vivenciar situações de leitura compartilhada e uso do cantinho de leitura da classe;
• Interpretar histórias lidas;
• Escrever e reescrever histórias;
• Refletir sobre os elementos de escrita utilizados nas produções escritas (com apoio do professor);

3. Justificativa:

A leitura e a escrita são hoje um dos maiores desafios das escolas, visto que quando estimulada de forma criativa, possibilita a redescoberta do prazer de ler, a utilização da escrita em contextos sociais e a inserção da criança e o adolescente no mundo letrado.
Com uma proposta de trabalho interdisciplinar com as literaturas infantil e infanto – juvenil e para jovens, o projeto busca reunir escola e comunidade local em atividades de pesquisa e informações que contribuam para o resgate da história da comunidade, tornando o aluno a mola mestra do processo ensino aprendizagem.

4. Fundamentação Teórica:

Num processo dinâmico, os Parâmetros Curriculares Nacionais na modalidade Língua Portuguesa (2001) coloca a questão do ler e do escrever em estreita relação com a participação social, pois é por meio dela que o cidadão se torna capaz de agir, ter acesso a todas as informações e acima de tudo, saber fazer uso social da linguagem. Nessa perspectiva, o sistema educacional deve colocar em prática a concepção de que o aluno é o sujeito da ação de aprender, cabe a ela possibilitar que o educando tenha acesso a vários textos que circulam socialmente, ensinando-os refletir criticamente, respondendo as exigências da prática cotidiana. Desta forma, o PCN de Língua Portuguesa (2001, p. 30) afirma que:
Toda educação verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania precisa criar condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz da linguagem que satisfaça necessidades pessoais - que podem estar relacionadas às ações efetivas do cotidiano, à transmissão e busca de informação, ao exercício da reflexão.

Ao refletir sobre a necessidade de se trabalhar com vários tipos de textos em sala de aula, devemos levar em consideração de que estes se referem aos discursos que são manifestados pelo sistema lingüístico, podendo ser oral ou de forma escrita. Segundo os PCN de Língua Portuguesa (2001) os textos se formam a partir da coesão e da coerência, pois estes possibilitam ser compreendido de forma global, deixando de ser apenas um amontoado de palavras. Os Parâmetros Curriculares (2001) sustentam que todo texto se organiza em um determinado gênero, e os conceitua da seguinte forma:
Os vários gêneros existentes, por sua vez, constituem formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura, caracterizados por três elementos: conteúdo temático, estilo e construção composicional. Pode-se ainda afirmar que a noção de gênero refere-se a ‘famílias’ de textos que compartilham algumas características comuns, embora heterogêneas, como visão geral de ação à qual o texto se articula, tipo de suporte comunicativo, extensão, grau de literariedade, por exemplo, existindo em número quase ilimitado.

Nesse contexto, Cagliari (1998) salienta que é muito mais fácil trabalhar com textos do que com palavras e frases soltas, que não trazem para a criança nenhum significado. Muitas vezes o professor está preocupado apenas com o resultado final da produção de texto dos alunos. Nesse sentido, pode-se afirmar amparada em Cagliari (1998), que no âmbito escolar os textos devem ser trabalhados de modo amplo, que satisfaça as necessidades dos alunos e a partir deste, trabalhar com as questões ortográficas, gramaticais e organização textual. Cagliari (1998, p. 203) afirma ainda a respeito do texto que:

Uma criança pode lidar bem com seus textos orais na alfabetização, quer falando quer escrevendo. A partir deles, pode aprender como a linguagem funciona comparar sua fala com outros tipos de texto, de estilos diferentes, e ir aprendendo a produção de textos orais e escritos dentro das expectativas da escola.

Tratando-se da leitura escrita, podemos considerar que ler não se restringe apenas em passar os olhos sobre o texto, ou então oralizar a palavra escrita, mas de acordo com Foucamber (1994, p.5) “ler significa ser questionado pelo mundo e por si mesmo, significa poder ter acesso a essa escrita, significa construir uma resposta que integra parte das novas informações ao que já se é”. Magda Soares (2003) considera que não basta apenas saber ler e escrever é preciso também saber fazer uso do ler e escrever, saber responder às exigências da leitura e da escrita que a sociedade faz continuamente e, quem exerce isso é considerado um letrado. Barbosa (1994) define uma concepção de leitura mais contemporânea, onde leitura se estabelece como um ato de atribuição de significados a um texto escrito, através da relação entre leitor e texto.
Nesse sentido, faz-se necessário conceituarmos a leitura e escrita no contexto educacional. Para Leite (2003) escrever é um ato da natureza conceitual, portanto há interpretação ativa do sujeito e não se delineia na mera cópia de conteúdos. Para Vygotsky apud Leite, a língua que se escreve e que se lê não é apenas decodificação de símbolos. É a relação sócio-cultural em o que está escrito e o que pode se compreender do texto. Dessa forma Leite, (2003, p. 200) afirma que:
A leitura permite sondar e identificar ativamente o que está representado nos sinais gráficos, nas palavras e frases; através da escrita, aprende-se registrar externamente a representação mental que se tem. De outro, Vygotsky e Luria permite-nos a compreensão de que a língua que se escreve e que se lê não é apenas um sistema de signos que contêm significações em si mesmas.

Ler e escrever são essenciais para compreender os direitos e deveres do sujeito cidadão. Somos sujeitos históricos e como tal temos de atuar na sociedade transformando-a conforme as necessidades para o bem da população e não somente para alguns, porque caso contrário, pessoas inocentes pagam um alto preço pelos erros cometido pelos outros (como por exemplo, o analfabetismo que abrange as classes dominadas, enquanto os dominantes estão sendo alfabetizados em escolas públicas ou particulares).

Normalmente quando pensamos em leitura primeiramente vem a nossa mente a leitura de um livro. No entanto, podemos perceber que a leitura vai muito além da escrita (decodificação de símbolos), pois nos encontramos lendo a todos os momentos, como: teatro, pintura, objetos, dança, a leitura do espaço e até, mesmo a leitura da mão. Para Martins (1994), começamos a ler desde o nosso primeiro contato com o mundo, a partir do cheiro de quem nos amamenta, do afeto que recebemos de nossos pais e as sensações boas ou desagradáveis que nos atinge. Dessa forma, a aprendizagem no âmbito escolar nunca começa do zero, pois temos uma pré-história ligada na convivência que a criança tenha vivido com o mundo físico e social que a rodeia. O primeiro passo para aprender a ler é através das pessoas que nos cercam, embora seja um ato solitário e que necessite apenas do intermédio do professor, sem necessitar de fórmulas, receitas ou etapas de aprendizagem, pois como Martins (1994, p.12) afirma: “ninguém ensina ninguém a ler, o aprendizado é em última instância
solitário, embora se desencadeie e se desenvolva na convivência com os outros e com o mundo”.

Nesse contexto, Pausas (2004) defendem que o papel do professor é de mediar o aluno na construção do conhecimento, respeitando sua fase de desenvolvimento, suas especificidades e além de tudo, que este meio proporcione a autonomia no processo de aprendizagem. Assim, o professor poderá utilizar-se das zonas de desenvolvimento proximal. Uma delas se chama distais que segundo Pausas (2004, p.21), [...] “não se estabelecem na interação direta, mas que se baseiam na forma como o professor estrutura e seleciona os recursos à altura da criança: organização, materiais” [...]. Ainda temos a intervenção proximal, que se trata das [...] “ajudas que se fazem na interação direta, tanto entre professor e aluno quanto entre aluno e aluno. Essas se dão mediante o oferecimento de modelos, o feedback, as diretrizes de ação, o planejamento de perguntas” [...] (Pausas 2004, p.22). Pausas também analisam o papel do aluno no processo de ensino e aprendizagem da leitura e da escrita, em que lhes atribui o direito de interagir na busca do aprendizado, compreendendo sua capacidade de refletir e buscar o significado do conhecimento disponível a sua volta, pois estes chegam à escola com amplos conhecimentos sobre a língua e seus aspectos e usos sociais, assim, precisam apenas torná-los convencionais, teoricamente.

Pausas (2004) abordam em sua concepção a relação entre leitura e escrita, em que ambas, no sistema educacional propiciam novos caminhos para a comunicação entre as crianças e seu meio social e cultural. Nesse processo, faz-se necessário um trabalho global, a fim de garantir o significado em meios culturais e sociais, distanciando-se da concepção de que a leitura e a escrita são conjuntos de símbolos que devem ser divididos em unidades menores para facilitar a aprendizagem, visto que, primeiro as conhece e num outro momento podem utilizá-las para comunicação ou para interpretar o meio ao seu redor.

Ferreiro e Teberosky (1999) relatam que o ensino fundamentado em métodos tradicionais torna-se muito distante da realidade do educando, pois se trabalha apenas com a decodificação e memorização de letras, e para a criança não é nada atraente passar quatro horas de seu dia decorando. Primeiramente, ensina-se a partir de letras para formar sílabas, ficando para mais tarde a formação de palavras com o intuito apenas de fixar as letras estudadas. Esse método chamado sintético surgiu nos anos de 1880 e se caracteriza pela escolha de palavras-chaves para se estudar uma determinada letra ou símbolo. Muitas vezes essa palavra não faz parte do vocabulário da criança, dificultando seu aprendizado. Antes de aprender a ler era preciso uma ação sobre o alfabeto, conhecer o alfabeto. O aluno começava soletrando em voz alta as letras do alfabeto. Depois ele conhecia a grafia da letra e, numa primeira síntese, apresentavam-se as sílabas em ordem. Nessa seqüência Leite (2003, p215) retrata que:

Essa posição requer que tomemos a leitura e a escrita numa dimensão mais ampla e conseqüente, que não é o da mera preocupação com o ensino de elementos não significativos da língua – sons, letras, sílabas ou palavras -,procedimentos que dificulta o acesso à significação. As atividades culturais são inseparáveis da formação do pensamento. Por isso, como dizia Vygotsky, “nem letras, nem palavra, mas ensinar a língua escrita”.

Feil (1987) afirma que o mais impressionável desse método é a negação da leitura enquanto comunicação utilizável para a criança, pois ela passa a compreender que a leitura é uma prática apenas escolar e a vê como “chata” e sem utilidade para a sua vida. Portanto, muitas vezes não gosta de ir à escola, sabendo que terá que seguir padrões ou modelos já prontos, assim fica excluído a possibilidade da construção do seu próprio conhecimento. Cavalcante (1997, p. 02) afirma que “tal forma desenvolve uma relação com esse aprendizado que identifica ler e escrever como práticas a da “tediosa seqüência de séries escolares das quais ficarão livres após alguns anos”.

Segundo Moll (1996) no início do século XIX, Viard na França, propõe o método da fonetização, ao invés de explorar o nome da sílaba, ensina o som das letras. Todos esses métodos partem de muitas semelhanças e as diferenças é que são pouco significativas. Nesse processo, considera que os alunos aprendem exatamente como os professores imaginam, o conhecimento é exterior ao indivíduo, está no objeto de conhecimento, no caso esta nas letras.
Cabe então ao professor a melhor forma de fazer seus alunos decorarem as letrinhas, isto é, conhecerem as palavras, pois eles partem do principio de que para ler e escrever basta conhecer as letras.

Moll (1996) relata que sob a influência de novas teorias de aprendizagem no final do século XIX é desenvolvido a proposta do método analítico, criticando os métodos sintéticos, que não valorizam a compreensão do que era lido. A justificativa baseava-se na afirmação de que antes de conhecer os pedaços das palavras, os alunos reconhecem a forma da palavra inteira. Nicolas Adam, um dos defensores desse método justifica sua proposta de que quando se quer não mostra separadamente a gola, depois as mangas, os bolsos, os botões de um casaco. O que se faz é mostrar um casaco inteiro e se diz: isto é um casaco! Por que não fazer o mesmo para uma criança aprender ler? Nessa perspectiva, os métodos analíticos propõem a análise do todo para se conhecer depois suas partes.

Gontijo (2003) aborda em sua obra a concepção vygotskiana e afirma que: [...] “é por meio da linguagem que medeia às relações entre as crianças e o mundo humano e as relações das crianças e as outras pessoas que as apropriações se efetivam, possibilitando que as crianças descubram progressivamente a significação social”[...]. Assim, a comunicação, de acordo com Gontijo (2003) é um elemento primordial no desenvolvimento psíquico educacional na criança, pois sua natureza psicológica constitui um conjunto de relações sociais, e este permeia na formação da personalidade de cada indivíduo, e neste processo, o sujeito não deixa de ser social.

Assim, a alfabetização não é simplesmente adquirir habilidades de ler e escrever, porque no mundo atual a escrita e a leitura é presença constante na vida da criança. O processo de compreensão do processo da leitura e da escrita começa antes de se chegar à escola e que vai se aperfeiçoando por toda a vida, onde as crianças constroem sistemas de idéias, formulam hipóteses a respeito do sistema de representação da linguagem, a alfabetização tem de ser um processo pelo qual o sujeito se apropria do sistema e não apenas reproduz.

5. Metodologia:

A primeira fase da pesquisa se dará por meio de pesquisa teórica para a fundamentação da proposta.
A metodologia que será usada para o desenvolvimento deste Projeto consistirá primeiramente em uma pesquisa teórica para a fundamentação da proposta, visando um diálogo com as idéias de autores que abordam essa temática. Sendo esta pesquisa de caráter qualitativo, estaremos primeiramente usando como fontes de pesquisa diárias de classe dos professores, planejamento diário e as propostas curriculares da escola a fim de compreender se a prática educativa do professor está de acordo com seus planejamentos e com a política escolar. Para atender aos objetivos propostos neste referido projeto, a entrevista com educadores para compreender as idéias que possuem a cerca da leitura e conseqüentemente da escrita. A partir dessa entrevista, buscaremos salientar qual formação nossos educando estão recebendo e como este reflete em sua atuação cidadã.


6. Cronograma:

Atividades NOV DEZ JAN
Escolha do
Tema
x
Levantamento
Bibliográfico
x
Elaboração
do Projeto
x
7. Equipe de trabalho:
5° séries do ensino fundamental da Unidade Integrada José Joaquim de Araújo e do Centro de Ensino Roberto Sarney.

8. Avaliação:


Ao avaliar, o professor deve comprometer-se com critérios claros, definidos e compartilhados com seus/suas alunos/as para tornar sua avaliação dialógica, ou seja, não só as expectativas de aprendizagem, mas também a qualidade do ensino deve ser avaliada.

Neste projeto utilizei como método avaliativo a observação direta da participação dos/as alunos/as e do interesse por eles/as demonstrado e a criticidade diante dos assuntos tratados, ao mesmo tempo em que observamos na prática educativa, isto é, se a metodologia trabalhada foi adequada e produtiva.
Nas produções textuais, considerei a criatividade em usar onomatopéias, rimas e formas, a oralidade e a desenvoltura, a clareza, a coerência e a expansão do vocabulário.
Ao promover o intercâmbio de textos, oportunizamos meus/inhas alunos/as analisar os textos alheios e sugerir algumas correções.


























REFERÊNCIAS

BRASIL. Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 2001.

BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais: língua portuguesa, primeiro e segundo ciclo. Brasília: 1997.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 34 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996. (Coleção Leitura).

MOLL, Jaqueline. Alfabetização possível: reinventando o ensinar e o aprender. Porto Alegre: Mediação, 1996.

MUGRABI, Edivanda. A Pedagogia do Texto e o ensino-aprendizagem de línguas. Vitória: Instituto para o desenvolvimento e educação de adultos, 2002.